domingo, 22 de março de 2015

Marta Suplicy confirma mudança para o PSB e diz que ‘PT acabou’

“O PT acabou. Aquele partido que eu ajudei a fundar, fazendo reuniões na minha casa, indo de porta em porta, em assembleias, ele não existe mais”, lamentou. 

O novo caminho de Marta ficou evidente na festa pela presença maciça do comando do PSB, sigla à qual a senadora se filiará nos próximos dias.

O vice-governador de São Paulo, Marcio França, o presidente da sigla, Carlos Siqueira, e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, demonstravam entusiasmo com a candidatura de Marta à Prefeitura de São Paulo no ano que vem. 

O ingresso numa legenda de oposição a Dilma e próxima ao PSDB no estado levou Marta, fundadora do PT, a se aproximar dos tucanos. 

Ela convidou o governador Geraldo Alckmin, que não compareceu, mas pediu ao vice que o representasse. 

A senadora sabe que terá de se reinserir no eleitorado “azul” da cidade, ironicamente aquele composto pela classe social a que ela mesma sempre pertenceu e que era predominante na festa de sexta-feira.

“Eu sei que haverá a necessidade de reconstruir as relações. A maneira de fazer isso será explicar com clareza que, como governante, fiz uma opção clara pelos que mais precisam, e que ela é a correta para o conjunto da cidade”, disse Marta. 

As críticas a Dilma rivalizavam, entre os convidados, com as queixas dirigidas ao prefeito Fernando Haddad. A todas, Marta não hesitava em fazer suas próprias. 

“O governo dele é de uma incompetência total. Ele tenta copiar algumas marcas modernas da minha gestão, mas a periferia está totalmente abandonada”, dizia ela num grupo de convidados.
CORREIO | O QUE A BAHIA QUER SABER: Marta Suplicy confirma mudança para o PSB e diz que ‘PT acabou’


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sem Orçamento aprovado, governo limita gastos de órgãos públicos até abril

O governo editará ainda hoje (26) um decreto com limites de gastos, por órgãos públicos, até abril. O secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, anunciou a publicação dos limites em edição extraordinária do Diário Oficial da União. Apenas despesas discricionárias (não obrigatórias) constarão do decreto.

Segundo o secretário, o decreto objetiva dar previsibilidade de quanto os ministérios e os demais órgãos federais podem gastar sem a aprovação do Orçamento de 2015 pelo Congresso. “Queremos sinalizar para os órgãos a disponibilidade financeira que terão nos próximos dois meses. Isso não significa contingenciamento [bloqueio de verbas], até porque o orçamento ainda não foi aprovado, mas o que eles poderão alocar de recursos”, disse.

Para Saintive, o decreto mostrará o compromisso do governo com o ajuste fiscal. “Ao dar uma sinalização de previsibilidade, o decreto está em linha com o ajuste das contas públicas. Queremos mostrar que a política fiscal está caminhando para maior robustez e preparando a base para a retomada do crescimento da economia”, acrescentou.

Será a segunda medida tomada nesta semana, pelo governo, para conter gastos públicos. Ontem (25), o governo editou decreto que bloqueou R$ 142,6 bilhões de restos a pagar em 2015. Os restos a pagar são verbas empenhadas (autorizadas) para serem executadas no ano seguinte.

No início do ano, o governo limitou o gasto mensal, por ministério, em 1/18 da verba de 2013. A medida garante economia de R$ 1,9 bilhão por mês. O montante, no entanto, valia apenas para os empenhos de 2015. O decreto a ser editado hoje estabelecerá o limite financeiro máximo, necessário para as etapas seguintes do gasto orçamentário: liquidação e execução.
Sem Orçamento aprovado, governo limita gastos de órgãos públicos até abril | Agência Brasil